Setembro é um convite para voltar ao Cineteatro Louletano e a tudo o que aqui se cruza: histórias que espantam, propostas que inquietam e experiências que aproximam públicos e artistas em torno do mundo que nos rodeia. O programa do mês cruza dança, teatro, música e criação multidisciplinar, valorizando a criação contemporânea, a coprodução artística e o diálogo entre diferentes linguagens e públicos. Setembro reforça ainda o compromisso com a acessibilidade, com sessões com Audiodescrição e interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
O mês arranca de 3 a 6 de setembro com a 9.ª edição do Corpo de Hoje – Festival de Artes Performativas, no Cineteatro Louletano e noutros espaços do concelho. Mais do que um festival, o Corpo de Hoje propõe-se como um movimento artístico que questiona a forma como sentimos, olhamos e vivemos o corpo, através da dança e das artes performativas.
Entre os momentos desta edição está Steal You for a Moment, de Francisco Camacho e Meg Stuart, no dia 5 de setembro, às 21h00, uma coprodução do Cineteatro Louletano. O programa inclui ainda a oficina Uma Aula de Improvisação, orientada por Meg Stuart, no dia 3 de setembro, entre as 18h00 e as 21h00, no Estúdio Corpo de Hoje, e o encontro Mostra-me o teu quintal, dir-te-ei quem és, de Leonor Isidro, no dia 6 de setembro, das 10h30 às 12h30, no Moinho do Gentil, em Querença.
No dia 8 de setembro, às 21h00, o Auditório do Solar da Música Nova recebe Petit Pays, de Eric Barbier, no âmbito do ciclo Filme Francês do Mês, numa parceria com a Alliance Française. A sessão, de entrada gratuita, apresenta a adaptação cinematográfica do romance de Gaël Faye, numa obra centrada na infância, na amizade e nas profundas transformações provocadas pelo conflito no Burundi.
O teatro regressa ao Cineteatro Louletano nos dias 11 e 12 de setembro, às 21h00, com The Swimming Pool Party, do Teatro do Eléctrico, numa coprodução do Cineteatro Louletano. Com texto de Ricardo Neves-Neves, o espetáculo parte de um estranho caso de assassinato durante uma festa de fim de temporada para construir uma comédia negra sobre superficialidade, relações humanas e aparências. No dia 12 de setembro, às 17h00, a sessão conta com audiodescrição, reforçando a aposta do Cineteatro na acessibilidade para pessoas cegas e/ou com baixa visão.
Dia 13 de setembro, às 17h00, o Cineteatro Louletano recebe Os Poetas Convidados, encontro inédito entre Pedro Moutinho e Hélder Moutinho. Pela primeira vez a partilhar o palco, os dois músicos celebram o Fado e prestam tributo aos poetas que têm enriquecido este património musical, num concerto que cruza tradição e identidade artística.
A 18 de setembro, às 21h00, é a vez de Kitada, de Marga Alfeirão, pelo Projecto Casa, subir ao palco do Cineteatro Louletano. Em estreia e numa coprodução, o espetáculo multidisciplinar aborda o erotismo e o desejo feminino associados à memória e ao passado. Integra o projeto de apoio à criação que envolve o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural Vila Flor e O Espaço do Tempo.
No dia 20 de setembro, às 17h00, o Cineteatro Louletano apresenta Cratera, de André Braga e Cláudia Figueiredo, da CRL – Central Elétrica, espetáculo multidisciplinar com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Partindo das propostas da Geopoética e da relação entre questões ecológicas e a experiência individual, a criação procura experiências intensas de ligação à terra, tendo parte da pesquisa e do processo criativo sido desenvolvida na ilha do Fogo, em Cabo Verde.
Ainda no dia 25 de setembro, às 21h00, o Cineteatro Louletano recebe Coro dos Amantes, de Tiago Rodrigues, Cláudia Gaiolas e Tónan Quito. Primeira peça de teatro de Tiago Rodrigues, estreada na Culturgest em 2007, a obra apresenta a duas vozes a história de um jovem casal confrontado com uma situação de vida ou morte, numa narrativa sobre amor, respiração e a força vital que persiste quando tudo parece estar em causa. Coro dos Amantes terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
No dia 26 de setembro, sábado, há lugar para um laboratório de criação artística e participativa, na Casa da Cultura de Loulé. Chama-se CTRL + ALT + Liberdade Desprogramada, de Marlene Barreto. A ação convida os participantes a refletirem sobre a forma como os discursos moldam as nossas escolhas, as nossas convicções e a perceção da liberdade.
E no mesmo dia, das 11h00 às 12h00, a Orquestra de Jazz do Algarve propõe uma masterclass de jazz com a cantora Polly Gibbons, no âmbito do Algarve All Jazz, no Cineteatro Louletano.
Ainda em setembro, um projeto promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II e da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com o Cineteatro Louletano, vai andar por Loulé. A residência de O que é o tacho? parte do encontro com famílias migrantes, utilizando a culinária como território de resistência e de afirmação cultural, uma forma de reclamar lugar e partilhar identidades. Em simultâneo cruzam-se histórias, memórias, afetos e, claro, receitas. O que é o tacho? terá uma sessão de partilha pública, em dezembro.
A programação encerra no dia 27 com música. Às 10h00 e às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova recebe As Árvores Não Têm Pernas para Andar, de Joana Gama, com duas sessões para famílias, às 10h00 e às 11h30, dirigidas a maiores de 3 anos. Mais tarde, às 17h00, o Cineteatro Louletano acolhe Algarve All Jazz ’26, com Polly Gibbons & Orquestra de Jazz do Algarve, numa coprodução que junta uma das vozes de referência do jazz britânico a uma das principais formações jazzísticas algarvias.
Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o Cineteatro Louletano está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neuro divergentes.
O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.
