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Alteração da cor do céu, efeitos na saúde, sujidade nos carros são as consequências mais visíveis da depressão Célia

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Há poeiras que estão a ser transportadas sobre o território continental de Portugal «devido a um fluxo de sul induzido pela depressão Célia. As poeiras em suspensão, oriundas do norte de África, atingiram a Península Ibérica prevendo-se que persistam até ao fim do dia 17, quinta-feira».

A explicação acaba de ser prestada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), depois das queixas, de Norte a Sul do país, de que há poeiras no ar, com efeitos visíveis na sujidade dos automóveis e na saúde de quem sofre de problemas respiratórios.

O IPMA acrescenta que «os efeitos mais visíveis são a alteração da cor do céu, visto que as poeiras estão normalmente acima da superfície, embora dependendo da sua concentração possam atingir níveis mais baixos, com implicações na qualidade do ar e possíveis impactos na saúde».

«Também é possível ocorrer a deposição das poeiras através da precipitação, esta situação é mais provável na região Sul nos dias 15 e 16 de março», ou seja, hoje e amanhã.

O que pode observar-se na figura que ilustra este artigo? Trata-se de uma imagem de satélite, produto Dust RGB, com a localização dos máximos de concentração de poeira nas zonas identificadas pela cor rosa/magenta bastante acentuada, ou seja mais evidente nas regiões Norte e Centro do território continental, França e Argélia. As zonas a vermelho escuro representam nebulosidade média e alta também sobre Portugal.