A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, inaugurou, no dia 15 de maio, o novo Edifício das Artes (edifício 14) da Universidade do Algarve (UAlg), no Campus de Gambelas.
A cerimónia de inauguração iniciou com a intervenção da reitora da UAlg, Alexandra Teodósio, que destacou o momento como “muito especial para UAlg”, não apenas por ser a inauguração de um novo edifício, mas por este ser um “espaço de criação, de pensamento, de encontro e de futuro”, que demonstra a importância “das artes na vida universitária, na vida da região e na vida da sociedade”.
Salientado o processo exigente e desafiante que foi a construção do novo edifício, a reitora da UAlg referiu que esta obra “nasce da vontade dos estudantes, da sua persistência, da sua exigência e do seu desejo de terem um espaço digno, adequado e inspirador”, tendo sido realizada em “resposta direta às necessidades sentidas pelos estudantes, docentes e investigadores das Artes”.
Ainda no seu discurso, Alexandra Teodósio referiu que “investir nas artes é investir numa sociedade mais livre, mais criativa, mais consciente e mais democrática”, relembrando que as Artes “são hoje mais necessárias do que nunca”.
Em representação dos estudantes da licenciatura em Artes Visuais, Ana Banon revelou que este novo edifício é “muito mais do que paredes novas”, é sim “um espaço onde as artes visuais podem existir com dignidade, continuidade e identidade própria”.
Já o diretor da licenciatura, Pedro Cabral Santos, relembrou a criação do curso de Artes Visuais na UAlg e todos aqueles que, ao longo dos anos, foram imprescindíveis para o desenvolvimento do curso, agradecendo a todos os intervenientes que tornaram possível a criação deste novo edifício.
Também Luís Sérgio Vieira, diretor da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), unidade orgânica onde se insere o curso de Artes Visuais, usou da palavra, começando por referir que este novo edifício “representa contestação, vontade e compromisso”. Depois, relembrou os fenómenos extremos de inundação em março de 2022, no Campus da Penha, local onde era lecionado o curso de Artes Visuais, que levaram à perda de trabalhos e materiais dos estudantes, e que foram um dos factores que contribuíram para a urgência de criar um espaço para este curso.
O diretor aproveitou a sua intervenção para agradecer publicamente aos estudantes, à anterior reitoria e administração da UAlg, responsáveis pelo projeto, bem como a todos os intervenientes que tornaram possível a concretização deste projeto.
A terminar a sessão de intervenções, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, salientou a importância de “dar condições concretas a quem escolhe a cultura como caminho”, mencionando que o novo edifício “é, por isso, uma resposta que demonstra que as instituições sabem ouvir, reconhecer e agir quando estão em causa condições essenciais de desenvolvimento de uma área do conhecimento”. Contudo, “é também muito mais do que isso, porque investir em infraestruturas para as Artes não é apenas melhorar instalações, é afirmar uma visão sobre o papel da cultura, o papel que a cultura deve ocupar na sociedade e, em particular, no Ensino Superior”, relembrou a ministra.
Ainda no seu discurso, Margarida Balseiro Lopes frisou que “a formação nas Artes não pode ser vista como periférica ou acessória”, mas sim como “parte integrante de um sistema educativo que prepara, não apenas profissionais, mas pessoas, cidadãos mais atentos, mais criativos e mais capazes de dialogar com o mundo que nos rodeia”.
De seguida, foi descerrada a placa de inauguração do novo edifício, realizada uma visita a todos os espaços que este contempla e inaugurada a obra Bote Negro: a paz, o pão, a autoconstrução, de Edgar Massul.
A visita da ministra terminou com a apresentação do projeto UAlgTec Heritage, pelo coordenador do Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB), João Cascalheira.
Sobre o novo Edifício das Artes (edifício 14)
A construção desta nova infraestrutura, adjudicada pelo valor de 1.574.208,75 €, representa um investimento estruturante para a Universidade do Algarve, em particular, para a área das Artes Visuais.
O novo edifício afirma-se como um espaço contemporâneo, versátil e preparado para o futuro. Organizado num único piso, integra um hall central pensado para acolher eventos e exposições, seis salas de aula especializadas – três laboratórios, uma sala de desenho, uma sala multimédia e uma sala de pós-graduação -, duas oficinas, dois estúdios de fotografia, analógica e digital, e ainda um bar com capacidade para 92 lugares.